
A amputação do reto é uma cirurgia complexa, indicada no tratamento do câncer colorretal, principalmente quando o tumor está na região inferior do reto, próxima ao ânus.
Nesse procedimento, o reto pode ser removido total ou parcialmente, e em certas situações, o ânus também é fechado, o que leva à necessidade de uma colostomia permanente – uma abertura na parede abdominal por onde as fezes são eliminadas para uma bolsa coletora.
A recuperação e os impactos dessa cirurgia exigem uma adaptação intensa, não apenas física, mas também psicológica.
Conheça as razões pelas quais a amputação do reto pode ser necessária e as alternativas disponíveis, incluindo o uso de bolsas coletoras e outras opções para a reabilitação do paciente.
Acompanhe o texto do IPO Brasil!
O que é amputação do reto?
A cirurgia de amputação do reto é um procedimento de grande complexidade e importância, frequentemente indicado no tratamento de casos avançados de câncer colorretal.
Também chamada de ressecção abdominoperineal, essa intervenção envolve a remoção completa do reto (a última parte do intestino grosso) e, em muitos casos, de uma parte do ânus.
Essa abordagem é comumente indicado quando o câncer colorretal está localizado muito próximo ou já atingiu o esfíncter anal, tornando impossível a realização de uma cirurgia que preserve o reto.
Como resultado, o paciente precisa passar a conviver com uma colostomia permanente, em que as fezes são eliminadas por meio de uma bolsa externa acoplada ao abdômen.
Em geral, essa intervenção é definitiva e garante que o corpo continue a eliminar os resíduos, já que o reto não está mais presente para cumprir essa função.
Como é a amputação do reto?
Esse procedimento é feito em um hospital, com o paciente sob anestesia geral. As etapas da cirurgia incluem:
- Remoção do reto e parte do cólon: o cirurgião primeiro isola e corta os vasos sanguíneos que irrigam a parte doente do intestino. Depois, solta o cólon sigmoide e o reto, separando-os do restante do intestino grosso;
- Remoção do ânus: em seguida, o cirurgião opera a região entre as pernas (períneo) para retirar o reto, o cólon sigmoide e, em casos mais sérios, o ânus. Após a remoção, a pele é costurada para fechar a abertura onde o ânus estava;
- Criação da colostomia: como o reto e o ânus foram removidos, o especialista faz uma colostomia definitiva. Isso significa que uma parte do intestino grosso é conectada a uma abertura na pele, chamada de estoma.
Essa abertura, que mede cerca de 2,5 a 4 cm de diâmetro, permite a saída dos resíduos do corpo. Para coletá-los, o paciente usa uma bolsa coletora o tempo todo, já que não há mais controle voluntário da eliminação das fezes.
Por fim, a intervenção cirúrgica leva cerca de duas a três horas. Esse prazo pode variar dependendo da sua situação específica.

Quando a amputação abdominoperineal do reto é indicada?
A amputação do reto é uma cirurgia indicada, principalmente, em casos de câncer colorretal avançado, quando o tumor está muito próximo ao ânus e não é possível preservar o esfíncter anal, músculo responsável pelo controle da evacuação.
Além disso, tal procedimento pode ser necessário nas seguintes situações:
- Câncer colorretal em estágio avançado: tumores localizados na parte inferior do reto, ainda mais quando atingem o esfíncter, exigem uma abordagem mais agressiva para remover completamente o tecido canceroso;
- Tumores recorrentes: quando o câncer retorna após tratamentos anteriores, como quimioterapia, radioterapia ou cirurgias menos invasivas, a amputação do reto pode ser a única alternativa para conter a progressão da doença;
- Ineficácia de outros tratamentos: caso a quimioterapia ou a radioterapia não apresentem resultados satisfatórios, pode ser necessário recorrer a uma cirurgia mais extensa para evitar que o câncer se espalhe;
- Comprometimento do esfíncter anal: se o tumor afetar o funcionamento do esfíncter e causar risco de incontinência fecal, a remoção do reto e a realização de uma colostomia permanente podem ser indicadas para preservar a qualidade de vida do paciente.
Quais são os riscos e desafios da amputação do reto?
Assim como qualquer cirurgia invasiva, as amputações do reto apresentam riscos e desafios. Os principais são:
- Complicações cirúrgicas: procedimentos desse porte têm um risco aumentado de infecção, sangramento e dificuldades na cicatrização. Além disso, a colostomia pode causar complicações adicionais, como o surgimento de hérnias;
- Impacto emocional: a necessidade de usar uma bolsa de colostomia permanentemente pode afetar a autoestima e a percepção da própria imagem, tornando a adaptação a essa nova condição um processo desafiador. Muitos pacientes enfrentam dificuldades emocionais diante dessa mudança significativa no estilo de vida;
- Risco de recorrência do câncer: mesmo após a remoção do reto, ainda há a possibilidade de o câncer reaparecer, ainda mais se já houver metástase para outras regiões do corpo;
Alterações urinárias e sexuais: dependendo da extensão da intervenção e das estruturas afetadas, pode haver danos aos nervos próximos ao reto e ao ânus, resultando em incontinência urinária ou disfunção sexual.

Amputação do reto: como funciona o pós-operatório?
O pós-operatório da amputação de reto pode ser desafiador, tanto no aspecto físico quanto no emocional.
O paciente precisará de um período de adaptação à colostomia, aprendendo a manusear a bolsa coletora e a lidar com as mudanças em sua rotina.
Durante essa fase, é comum contar com o suporte de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas.
Com o tempo e o acompanhamento adequado, muitos pacientes conseguem retomar uma vida normal após esse período de adaptação.
Embora a colostomia possa parecer difícil no início, a prática e o suporte profissional ajudam a tornar esse processo mais simples, permitindo que o indivíduo retome suas atividades diárias.
Existe prótese para amputação do reto?
Atualmente, não existe uma prótese que substitua o reto após sua amputação. Como o reto é uma estrutura essencial para o armazenamento e a eliminação das fezes, sua remoção exige uma alternativa definitiva para a evacuação.
Em vez de uma prótese, os pacientes que passam por essa cirurgia precisam de uma colostomia permanente, que consiste na criação de uma abertura no abdômen (estoma) para a saída dos resíduos corporais.
Uma bolsa coletora de colostomia é fixada ao estoma para armazenar as fezes, o que permite que o paciente mantenha sua rotina diária.
Embora não haja uma substituição artificial para o reto, existem avanços médicos e tecnologias voltadas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes ostomizados, como bolsas mais discretas, filtros para odores e acessórios que tornam o uso da colostomia mais confortável.
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Agora que já sabemos como funciona a amputação do reto, vale lembrar que todas as unidades do IPO oferecem o que há de mais moderno no segmento de prótese e órtese, além da reabilitação física.
No Instituto, as indicações são realizadas após minuciosa avaliação clínica. Em laboratório próprio, próteses e órteses são confeccionadas de forma personalizada atendendo as necessidades específicas da pessoa.
Enquanto isso, a equipe de reabilitação acompanha o paciente durante todo o processo de reabilitação. Nossa equipe está preparada para entender o seu caso e avaliar com cuidado a sua necessidade específica.
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