29 Julho • 10 min
29 Julho • 10 min
Nem toda amputação é igual. O nível em que ela acontece influencia diretamente a escolha da prótese, o tempo de reabilitação, os movimentos preservados e o caminho para recuperar autonomia.
Por isso, antes de iniciar o processo de protetização, é essencial entender onde a amputação ocorreu, quais articulações foram preservadas e quais recursos serão necessários para devolver mobilidade, segurança e qualidade de vida ao paciente.
O nível de amputação é o ponto do corpo onde o membro foi removido. Ele determina o tamanho do coto, o tipo de prótese indicado, os componentes necessários e o grau de complexidade da reabilitação.
De forma geral, quanto mais alta a amputação, maior o desafio funcional. Mas isso não significa impossibilidade. Com uma prótese bem indicada, acompanhamento especializado e treinamento adequado, pacientes com diferentes níveis de amputação podem retomar atividades importantes da rotina.
As amputações de membros inferiores podem envolver desde os dedos do pé até níveis mais altos, como coxa, quadril ou pelve. Cada caso exige uma solução específica.
Pode envolver um ou mais dedos. Em geral, tem menor impacto funcional, mas pode alterar o equilíbrio e a marcha, principalmente quando há perda do hálux, o dedão do pé.
A reabilitação pode incluir adaptações no calçado, palmilhas ou próteses estéticas e funcionais.
Inclui níveis como transmetatársica, Lisfranc, Chopart e Syme. Nesses casos, parte do pé ou do tornozelo pode ser preservada, o que ajuda no apoio e na estabilidade.
A indicação pode envolver próteses parciais de pé, adaptações no calçado e treinamento para melhorar a marcha.
Inclui níveis como transmetatársica, Lisfranc, Chopart e Syme. Nesses casos, parte do pé ou do tornozelo pode ser preservada, o que ajuda no apoio e na estabilidade.
A indicação pode envolver próteses parciais de pé, adaptações no calçado e treinamento para melhorar a marcha.
A amputação transtibial acontece abaixo do joelho. É um dos níveis mais comuns e costuma ter bom potencial de reabilitação, porque o joelho natural é preservado.
Com uma prótese transtibial bem ajustada e treinamento adequado, muitos pacientes conseguem recuperar uma marcha funcional, voltar ao trabalho, dirigir, praticar atividades físicas e ter mais independência.
Nesse nível, a amputação ocorre na articulação do joelho. O fêmur é preservado por completo, formando um coto mais longo, o que pode favorecer o controle da prótese.
A reabilitação exige uma prótese com joelho protético e atenção especial ao alinhamento, equilíbrio e adaptação.
A amputação transfemoral acontece acima do joelho. Como o joelho natural é perdido, a prótese precisa contar com um joelho mecânico, hidráulico, pneumático ou microprocessado.
Esse nível exige uma reabilitação mais intensa, mas com acompanhamento especializado é possível conquistar marcha independente, segurança e boa qualidade de vida.
São níveis mais altos e complexos de amputação. Podem envolver a retirada completa do membro inferior e, em alguns casos, parte da pelve.
A reabilitação costuma ser mais longa e exige próteses especializadas, fortalecimento do tronco, treino de equilíbrio e adaptações funcionais para a rotina.
As amputações de membros superiores impactam diretamente tarefas do dia a dia, especialmente quando envolvem mão, dedos, punho ou cotovelo.
Pode comprometer movimentos finos, força de pinça e preensão. A perda do polegar tende a ter maior impacto funcional, pois ele participa de grande parte dos movimentos da mão.
A reabilitação pode envolver próteses de dedos, adaptações funcionais e terapia ocupacional.
Quando parte da mão ou o punho são afetados, a escolha da prótese depende do quanto de movimento foi preservado e das atividades que o paciente deseja recuperar.
Podem ser indicadas próteses estéticas, mecânicas ou mioelétricas, além de treinamento para readaptação das tarefas diárias.
A amputação transradial acontece abaixo do cotovelo. Como o cotovelo é preservado, o paciente costuma ter melhor controle da prótese.
Esse nível pode ter boa adaptação com próteses mecânicas ou mioelétricas, dependendo da avaliação, dos objetivos e da rotina do paciente.
Desarticulação do cotovelo e amputação transumeral
Nesses níveis, a prótese precisa substituir funções mais complexas, como o movimento do cotovelo e da mão. Por isso, a reabilitação exige mais treino, adaptação e acompanhamento.
A escolha pode envolver cotovelo protético, mãos mecânicas, mãos mioelétricas ou outros componentes específicos.
É um dos níveis mais altos de amputação de membro superior. A reabilitação é mais complexa e pode envolver próteses cosméticas, funcionais ou recursos de tecnologia assistiva.
O foco é recuperar o máximo possível de autonomia, conforto e funcionalidade.
Cada nível de amputação exige uma solução diferente. Quanto mais articulações são perdidas, mais componentes a prótese precisa ter para compensar os movimentos.
Por isso, a avaliação especializada é fundamental. Ela permite entender o potencial funcional do paciente, definir o tipo de prótese mais adequado e construir um plano de reabilitação realista.
Mesmo pessoas com o mesmo nível de amputação podem ter resultados diferentes. Idade, saúde geral, força muscular, causa da amputação, motivação, rotina e suporte familiar influenciam diretamente o processo.
No IPO Brasil, cada paciente recebe um plano individualizado, com orientação técnica, escolha adequada da prótese e acompanhamento em todas as etapas da reabilitação.
Conhecer o nível de amputação é o primeiro passo para escolher a prótese correta e iniciar uma reabilitação segura.
No IPO Brasil, nossa equipe avalia cada caso de forma personalizada para indicar a melhor solução, seja em amputações de pé, perna, mão, braço ou níveis mais complexos.
Agende uma avaliação e entenda qual caminho de reabilitação é mais indicado para o seu caso.
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