A espícula óssea é caracterizada por ser uma pequena projeção de osso que pode se formar nas articulações, tendões ou músculos.
Essa condição pode acontecer devido a inúmeros fatores, como lesões, inflamação crônica, desgaste das articulações e condições médicas subjacentes, como artrite ou osteoporose.
Embora possa inicialmente passar despercebida, uma espícula óssea pode gerar um enorme desconforto e prejudicar as atividades diárias, dependendo de onde está localizada e do seu tamanho.
Neste artigo do IPO Brasil, vamos entender o que são as espículas ósseas, como elas se formam e o que pode ser feito para lidar com elas. Se você está enfrentando esse problema, continue lendo o texto para obter dicas úteis.
O que é espícula óssea?
É uma protuberância óssea anormal que surge como parte do processo de cicatrização. Essa condição ocorre após uma fratura, trauma, amputação ou intervenção cirúrgica ortopédica.
Inclusive, a formação óssea adicional pode se projetar para fora do osso, causando irritação nos tecidos ao redor, incluindo músculos, tendões e ligamentos.
Também é mais frequentemente observada em regiões como tornozelo, ombro, quadril e joelho, embora também possa manifestar-se em outras áreas do corpo.
Qual a diferença entre espícula óssea e esquírola óssea?
A espícula e a esquírola óssea são termos frequentemente usados para descrever crescimentos anormais ósseos. No entanto, há uma diferença sutil entre os dois. São eles:
- Espícula óssea: é um crescimento ósseo pontiagudo que pode se formar em qualquer osso do corpo, mas é mais comumente encontrado nas articulações, onde há desgaste ou lesão;
- Esquírola óssea: lasca ou pequeno fragmento ósseo destacado de um osso fraturado ou necrosado.
Entenda as causas da espícula óssea
Como foi dito anteriormente, diversos são os motivos que podem desencadear o surgimento de espículas ósseas. Alguns dos principais fatores incluem:
- Lesões: fraturas, traumas repetidos ou lesões que não cicatrizam adequadamente podem estimular o crescimento dessa condição como parte do processo de recuperação;
- Desgaste das articulações: o desgaste gradual das articulações devido ao envelhecimento ou ao uso excessivo ao longo do tempo pode levar à formação de espículas ósseas;
- Condições médicas: algumas condições de saúde, como artrite, osteoporose e espondilose cervical, podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento do problema;
- Amputação: em certos casos, após uma cirurgia de amputação, pode ocorrer o surgimento de uma espícula óssea, causando dor no coto e dificuldade no uso de próteses ortopédicas.
Espícula óssea: sintomas mais comuns
Os sintomas da espícula óssea são capazes de variar entre leves a graves, dependendo da localização e do tamanho da formação óssea. Alguns dos sinais mais habituais incluem:
- Dor: a verdade é que espícula óssea causa dor nas articulações afetadas ou em regiões próximas, em alguns casos;
- Inchaço: o aumento de volume pode surgir devido à inflamação provocada pela condição;
- Limitação de movimento: em determinadas circunstâncias, as espículas ósseas podem restringir a movimentação regular das articulações, resultando em rigidez e dificuldade de movimento;
- Sensibilidade: a área atingida pelo problema pode se tornar sensível ao contato;
- Diminuição da força: em situações mais graves, as espículas ósseas podem prejudicar a força muscular e causar fraqueza.
Como é feito o diagnóstico da espícula óssea?
Para diagnosticar uma espícula óssea, normalmente, o médico faz um exame físico e pergunta sobre a história médica do paciente.
Além disso, podem ser solicitados testes de imagem, como raio-X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.
Essas análises ajudam o profissional a ver onde está e o quanto a formação óssea anormal está presente.
A espícula óssea sai sozinha?
No geral, a espícula óssea não sai sozinha. Uma vez formada, ela tende a permanecer a menos que seja tratada.
Em alguns casos, dependendo do tamanho e da localização da condição, ela pode não causar sintomas significativos e, portanto, não necessita de intervenção médica.
Entretanto, se a espícula óssea estiver causando dor, limitação de movimento ou outros problemas, pode ser necessário um tratamento para removê-la ou gerenciar os sinais associados.
Quais são as opções de tratamento para espícula óssea?
O tratamento para espícula óssea é variável e depende da gravidade dos sintomas e de como eles afetam a qualidade de vida do paciente. Abaixo estão algumas alternativas de abordagens:
- Medicamentos: o médico pode receitar analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar a dor e a inflamação causadas pelas espículas ósseas;
- Fisioterapia: exercícios para fortalecimento muscular, alongamento e técnicas de mobilização podem ajudar a melhorar a mobilidade e reduzir o desconforto;
- Injeções de corticosteroides: em certos casos, injeções de corticosteroides podem ser aplicadas diretamente na área afetada para reduzir a inflamação e aliviar a dor;
- Intervenção cirúrgica: quando os outros tratamentos não surtem efeito, a cirurgia pode ser uma opção para remoção de espícula óssea.
Prevenção e cuidados contínuos após tratamento de espícula óssea
Mesmo que seja difícil evitar completamente o surgimento da condição, algumas medidas podem auxiliar na prevenção.
É fundamental seguir as recomendações médicas durante o período de recuperação de uma lesão ou fratura, assegurando uma cicatrização adequada.
Adotar hábitos saudáveis para os ossos, incluindo uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas, pode contribuir para diminuir a probabilidade de complicações.
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Conclusão
Agora que você já entendeu que espícula óssea é perigoso, sendo capaz de causar desconforto e dor para muitas pessoas, é essencial compreender suas causas, sintomas e as opções de tratamento disponíveis para lidar com esse problema de saúde.
Lembre-se: o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são de extrema importância para aliviar os sintomas e promover uma boa recuperação.
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